quarta-feira, 27 de junho de 2012

TRABALHO- PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL- 9º ANO 
TEMA :  : GUERRA DE TRINCHEIRAS 
A CLASSE SERÁ DIVIDIDA EM 5 EQUIPES E CADA UMA FICARÁ RESPONSÁVEL EM TRABALHAR CADA TEXTO E EXPOR O RESULTADO PARA TURMA EM FORMA DE SEMINÁRIO.

TEXTO I

MUNDO DAS TRINCHEIRAS

A vida nas trincheiras era horrível. Quando chovia, o que é comum na região, os túneis inundavam. E os soldados tinham que lutar, comer e dormir por semanas com os uniformes encharcados. Havia lama por todos os lados, às vezes atingindo até o peito dos homens. Eles não podiam manter-se aquecidos, e as doenças se espalhavam, matando milhares de pessoas diariamente. Para completar, os vivos sofriam com os piolhos, enquanto os ratos se alimentavam dos cadáveres. (Hills, Ken. A Primeira Guerra Mundial. p. 7.)
O cotidiano nas trincheiras não era fácil, muitos combatentes morriam com as doenças espalhadas por ratos que dividiam os espaços, os alimentos e a água com os soldados. Quando soldados morriam dentro das trincheiras, muitas vezes não era possível retirá-los, desta forma, vários corpos se decompunham nas valas e o odor se tornava insuportável para os soldados.

No mundo das trincheiras, tão importante quanto o planejamento militar tático e estratégico têm sido as técnicas de extermínio de piolhos desenvolvidas pelos soldados. A mais difundida e eficiente delas é o holocausto dos insetos com velas quentes. Entretanto, esta operação requer perícia e habilidade para exterminar o alvo sem queimar as roupas. “Eles ficam nas costuras dos uniformes, nas barras das calças, seus esconderijos parecem impenetráveis. A solução é incinerá-los com uma vela acesa: eles estouram como um biscoito chinês”, explica o voluntário britânico George Coppard, de 18 anos. “O único problema é que, depois de cada uma dessas sessões, o rosto fica coberto de gotículas de sangue espirradas na explosão vigorosa dos piolhos maiores.”
Mamadeiras de sangue - Em boa parte dos acampamentos da guerra já existem até “estações de despiolhamento” atrás das linhas, que oferecem banhos quentes e máquinas anti-piolhos para limpar as roupas. Mas tais artifícios têm efeito efêmero: logo, lá estão os insetos de volta, mordiscando a pele de seus anfitriões. Boa parte dos ovos permanece grudada nos uniformes mesmo após a lavagem; ao vestir a roupa, o soldado, com o calor de seu corpo, acaba agilizando o chocar das de sangue.
Nem tudo, porém, são piolhos. Há também a companhia de sapos, besouros e, principalmente, ratos. No front europeu, pontificam dois tipos principais de roedores, o preto e o marrom, que infestam aos milhões as trincheiras e enojam os soldados. Os ratos alimentam-se dos cadáveres abandonados – desfigurando-os de forma hedionda ao comer primeiramente olhos para chegar mais rápido às entranhas – e cápsulas dos insetos mastigadores, que sem demora já vão para as primeiras mamadeiras podem atingir o tamanho de um gato. Os ratos são lépidos e costumam roubar comida se esta ficar por um instante desprotegida. Também são conhecidos por incomodar os soldados durante a noite, passeando por seus rostos enquanto estes tentam, em vão, dormir o sono dos justos.
Unindo o útil ao agradável, milhares de homens têm a caça aos ratos como passatempo nas horas vagas da grande guerra. Atirar nos animais é proibido – para economizar munição –, mas não raramente a ordem é desobedecida. O ataque com baioneta aos roedores é mais comum. Também aqui, porém, a tentativa de extermínio é – e sempre será – pouco frutífera. Um casal de ratos tem a capacidade de procriar mais de 800 ratinhos por ano. Na guerra contra os animais indesejados, são os animais indesejados que estão ganhando a guerra.
Condições putrefatas de higiene atraem companhia indesejável
nas trincheiras: piolhos – Batalhões de insetos perseguem recrutas – Ratos
comedores de cadáveres noite, passeando por seus rostos enquanto estes tentam, em vão, dormir o sono dos justos
DEPOIMENTOS DE SOLDADOS  QUE ESTIVERAM NAS TRINCHEIRAS 
2
(Carta do Capitão Lionel Crouch para sua esposa, sobre a vida nas trincheiras em 1917)
"Ratos. Havia aos milhões!! Alguns eram enormes, tão grandes quanto gatos. Vários de nossos homens acordavam e encontravam um rato se enfiando embaixo de cobertores empilhados logo ao seu lado!"
 (Depoimento do Major Walter Vignoles, Fuzileiros de Lancashire, Inglaterra).
"Eu não posso dormir em minha trincheira, ela está cheia de ratos. Pullman dormiu aqui uma manhã e acordou para encontrar um deles sentado em seu rosto. Eu não consigo encarar isso então eu durmo na trincheira do Newbery." (Carta do Capitão Lionel Crouch para sua esposa, sobre a vida nas trincheiras em 1917)

3
(Depoimento do soldado George Coppard, extraído do livro "With a Machine Gun to Cambrai").
"Os ratos apareciam aos milhares e viviam da riqueza da terra. Quando estávamos dormindo nas trincheiras aquelas coisas corriam sobre nós, circulavam, se reproduziam e procuravam restos de comida, com os filhotes gritando incessantemente. Não havia sistema apropriado para lidar com o lixo nas trincheiras. Milhões de latas ficavam a disposição dos ratos na França e na Bélgica em centenas de milhas de trincheiras. Durante alguns momentos da noite, podia-se escutar um tilintar contínuo das latas se movendo uma contra a outra. Os ratos as estavam vasculhando. O que acontecia com os ratos debaixo do tiroteio era um mistério, mas o seu poder de sobreviver se mantinha mesmo com as novas armas, inclusive com os gases venenosos." 
 TEXTO 2

 NATAL NAS TRINCHEIRAS

“Vocês não atiram, nós também não atiramos!”

Em outras regiões, soldados ouviam o outro lado cantando músicas natalinas e, mesmo sem entender a letra, conheciam a melodia, afinal, até nós conseguiríamos reconhecer a música, já que “Noite Feliz” é uma canção universal para celebrar o Natal.

A música muitas vezes servia para quebrar o gelo entre os dois lados e logo ouvia-se um “Feliz Natal” arrastado no seu idioma vindo do outro lado. Daí para a negociação de trégua e a aproximação dos até então inimigos era um pulo. Ou melhor, uma “arrastada” até a trincheira inimiga.
Não foram raras as vezes em que os soldados inimigos trocaram presentes como cigarros, sabonetes e vinho. Em algumas regiões eles improvisaram campinhos de futebol e jogaram com o que tinham à mão. Latas vazias de comida, grama, feno ou capim enrolados com panos e amarrados com arame, tudo valia para improvisar uma bola. As traves eram os capacetes ou estacas fincadas na terra. Árvores de Natal também eram improvisadas com galhos secos, velas e laços feitos com panos coloridos.
É até normal entender estas tréguas e demonstrações de humanidade entre os combatentes. Muitos soldados não entendiam ou não aceitavam os reais motivos da guerra, e ficar ali naquela situação fedendo, sentindo fome, frio e medo acabava aproximando os dois lados.
Enquanto isso, os generais dos dois lados, confortavelmente instalados em suas salas, de frente para uma lareira e bebendo vinho quente, não gostaram destas atitudes de seus subordinados e enviaram ordens proibindo qualquer tipo de trégua sem a expressa autorização do alto-comando
Não adiantou muita coisa. Em algumas regiões as tréguas e as confraternizações chegaram a durar semanas! Quando os soldados eram pressionados pelos superiores, bastava ir para trás das trincheiras e ficar ali sem fazer nada. Quando muito, davam tiros a esmo, para o alto, sem direção nem alvo.
Muitos franceses e belgas não gostaram destas tréguas, afinal de contas, eles estavam ali defendendo seus países, dentro de suas terras invadidas pelos alemães. Mas de um modo geral até os mais revoltados acabavam cedendo, afinal de contas, aquela era uma guerra idiota (assim como todas as guerras, concordam?).
A guerra continuou. Apesar da trégua, alguém tinha que sair vencedor do conflito, de preferência causando milhares de baixas do outro lado. E assim foi feito até 1918, com a rendição alemã. Para alguns historiadores, a Primeira Guerra nem teve fim, apenas passou por um intervalo até 1939 quando, historicamente, consideramos o ano como o início da Segunda Guerra.
Este episódio fica como exemplo de que os homens lutam, muitas vezes, porque são obrigados, não porque desejam o conflito.
 TEXTO 3
Depoimentos  de soldados  sobreviventes da primeira guerra mundial
"Eu vi alguns ratos correndo debaixo dos casacos dos soldados, ratazanas, gordas por causa da carne humana. Meu coração ficou apertado assim que subimos para ver um dos corpos. Seu capacete caiu e rolou. O homem apresentava um rosto deprimente, com tiras de carne arrancadas; o crânio descoberto, os olhos devorados e da boca aberta apareceu um rato. " (Autor desconhecido)
"Os ratos apareciam aos milhares e viviam da riqueza da terra. Quando estávamos dormindo nas trincheiras aquelas coisas corriam sobre nós, circulavam, se reproduziam e procuravam restos de comida, com os filhotes gritando incessantemente. Não havia sistema apropriado para lidar com o lixo nas trincheiras. Milhões de latas ficavam a disposição dos ratos na França e na Bélgica em centenas de milhas de trincheiras. Durante alguns momentos da noite, podia-se escutar um tilintar contínuo das latas se movendo uma contra a outra. Os ratos as estavam vasculhando. O que acontecia com os ratos debaixo do tiroteio era um mistério, mas o seu poder de sobreviver se mantinha mesmo com as novas armas, inclusive com os gases venenosos." (Depoimento do soldado George Coppard, extraído do livro "With a Machine Gun to Cambrai").
"Se você deixasse sua comida de lado os ratos logo a atacariam. Os ratos não tinham medo. Às vezes nós atirávamos nos nojentos roedores. Mas você poderia ser punido por desperdício de munição se o sargento o pegasse." (Entrevista concedida em 1983 pelo militar Richard Beasley)
·  . ‘’” O odor fétido nos penetra garganta a dentro ao chegarmos na nossa nova trincheira, a direita dos Éparges. Chove torrencialmente e nos protegemos com o que tem de lonas e tendas de campanha afiançadas nos muros da trincheira. Ao amanhecer do dia seguinte constatamos estarrecidos que nossas trincheiras estavam feitas sobre um montão de cadáveres e que as lonas que nossos predecessores haviam colocado estavam para ocultar da vista os corpos e restos humanos que ali haviam. - Raymond Naegelen, na região de Champagne .
·  3.  
·  4.;Pela manhã, quando ainda está escuro, há um momento de emoção: pela entrada do nosso abrigo precipita-se uma turba de ratos fugitivos, que trepam por toda a parte a longo das paredes. As lâmpadas de algibeira alumiam este túmulo. Toda a gente grita, pragueja e bate nos ratos. Descarregam-se, assim, a raiva e o desespero acumulados durante numerosas horas. As caras estão crispadas, os braços ferem, os animais dão gritos penetrantes e temos dificuldades em parar, pois estávamos prestes a assaltar-nos mutuamente." E. M. Remarque, pág. 113.

“Ainda estou atolado nesta trincheira. (...) Não me lavei. Nem mesmo cheguei a tirar a roupa, e a média de sono, a cada 24 horas, tem sido de duas horas e meia. Não creio que já tenhamos começado a rastejar como animais, mas não acredito que me tivesse dado conta se já houvesse começado: é um questão de somenos.”2
O cotidiano dos soldados nas trincheiras era perpassado por enormes dificuldades, as valas viviam cheias de águas das chuvas que misturavam na terra e formavam os barros que grudavam nas meias e botas dos soldados, geralmente quando os barros secavam nos pés dos soldados, muitos tinham que cortar o couro do pé para conseguir retirar as meias. As febres eram constantes nas trincheiras, as micoses e frieiras.
As dificuldades durante a Primeira Guerra Mundial não foram poucas, milhões de soldados perderam suas vidas dentro das trincheiras e durante a guerra, não importa se eram soldados nazistas, ingleses, franceses, o que importa é que eram vidas que foram perdidas.
TEXTO 4
 
Relato de um soldado
O campo de batalha é terrível. Há um cheiro azedo, pesado e penetrante de cadáveres. Homens que foram mortos no último outubro estão meio afundados no pântano e nos campos de nabo em crescimento. As pernas de um soldado inglês, ainda envoltas em polainas, irrompem de uma trincheira, o corpo está empilhado com outros; um soldado apóia seu rifle sobre eles. Um pequeno veio de água corre através da trincheira, e todo mundo usa a água para beber e se lavar; é a única água disponível. Ninguém se importa com o inglês pálido que apodrece alguns passos adiante. No cemitério de Langermak, os restos de uma matança foram empilhados e os mortos ficaram acima do nível do chão. As bombas alemãs, caindo sobre o cemitério, provocam uma horrível ressurreição. Num determinado momento, eu vi 22 cavalos mortos, ainda com os arreios. Gado e porcos jaziam encima, meio apodrecidos. Avenidas rasgadas no solo, inúmeras crateras nas estradas e nos campos.
 
POEMA  OS IMORTAIS
Eu os matava, mas eles não morriam
Sim! O dia inteiro e a noite estrelada
Por eles não posso descansar ou dormir,
Nem me esconder ou bater em retirada.
Então em minha agonia eu os massacrei
Até de vermelho minhas mãos banhar
Em vão – quanto mais rápido eu matava
Mais cruéis ainda eles conseguiam voltar.
Eu matei e matei, com loucura assassina,
Matei até esgotar toda a minha garra,
E eles se levantavam para me torturar
Porque diabos só morrem fazendo farra.
Antes eu achava que o demônio se escondia
No sorriso das damas e no vinho gostoso
Eu o chamava de Satã, de Belzebu
Mas agora o chamo de piolho asqueroso.
(“Os Imortais”, poema do soldado britânico Isaac Rosemberg

segunda-feira, 4 de junho de 2012

VOLTEI

Olá Colegas


Estive fora por uns tempos. Estava de licença de gestação, Nasceu um menino lindo lindo.

Fiquei fora do ar só me liguei no meu filho.Agora  voltei as aulas com muita vontade de contribuir para a formação de bons alunos.


Breve estarei postando algumas atividades interessantes que elaborei.